terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Assim....porquê?

Não sei porquê....apenas sei que que não sei o porquê! Percebeste?!...eu também não. Partilho com o meu coração a solidão das palavras evocadas em teu nome, as conquistas perdidas, o desejo de te ter novamnete comigo.
Porquê? Não tens resposta para me dar, nem amor para me encher a alma, nem tão pouco coragem para dizer acabou. Continuas a iludir-me e eu permito. Porque não saiste comigo? Só à noite é que sou gente? Só à noite te permites à humilhação...será humilhação ou vergonha?! Não te entendo, perdoa-me se não libertas essa tua arrogância, não me fazes entender definitivamente que nada mais existe...entre mim ou ela?! Sabes que te amo, por isso continuas no jogo...
Esperarei sem pressas...






ser queria,

tão côncavo ou convexo

quanto são as areias quentes

quando nelas te deitas



seria sedutor e ardente

a envolveria fazendo sexo

se sentisse que me aceitas



ser queria,

tão leve quanto as nuvens

quando nelas pousas o olhar

então, com o sentir do peito,

com elas faria, satisfeito e prosa

buquê de brancas rosas

e te ofertaria ao deitar o dia



ficar queria,

sonho e realidade sem porquês

devagar e sem promessas

sorriria meu sorriso mais contente

iria, água e calor, sem pressa

ao teu corpo sob forma de luar

e nas areias, entre luas e sóis,

nós semeados para sempre
 
 
 
(Antonio Miranda Fernandes)

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