Não sei porquê....apenas sei que que não sei o porquê! Percebeste?!...eu também não. Partilho com o meu coração a solidão das palavras evocadas em teu nome, as conquistas perdidas, o desejo de te ter novamnete comigo.
Porquê? Não tens resposta para me dar, nem amor para me encher a alma, nem tão pouco coragem para dizer acabou. Continuas a iludir-me e eu permito. Porque não saiste comigo? Só à noite é que sou gente? Só à noite te permites à humilhação...será humilhação ou vergonha?! Não te entendo, perdoa-me se não libertas essa tua arrogância, não me fazes entender definitivamente que nada mais existe...entre mim ou ela?! Sabes que te amo, por isso continuas no jogo...
Esperarei sem pressas...
ser queria,
tão côncavo ou convexo
quanto são as areias quentes
quando nelas te deitas
seria sedutor e ardente
a envolveria fazendo sexo
se sentisse que me aceitas
ser queria,
tão leve quanto as nuvens
quando nelas pousas o olhar
então, com o sentir do peito,
com elas faria, satisfeito e prosa
buquê de brancas rosas
e te ofertaria ao deitar o dia
ficar queria,
sonho e realidade sem porquês
devagar e sem promessas
sorriria meu sorriso mais contente
iria, água e calor, sem pressa
ao teu corpo sob forma de luar
e nas areias, entre luas e sóis,
nós semeados para sempre
(Antonio Miranda Fernandes)
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